Hugo Pilger - foto: Leo Aversa
O encontro entre Hugo Pilger – renomado virtuose do violoncelo – e os compositores do coletivo Prelúdio 21 deu vida a um conjunto de novas composições, escritas especialmente para um concerto virtual ocorrido durante a pandemia. Agora acham-se reunidas num formato digital que facilitará sua divulgação ao público.
.
É notória a simbiose entre o instrumentista e os compositores, evidenciada por uma estreita colaboração que resultou em obras complexas, expressivas e muito idiomáticas. Com isso tem-se aqui um registro ímpar, repito: foram cinco compositores escrevendo para o mesmo intérprete, visando a apresentação em um mesmo concerto. E o resultado é impressionante! Não só Hugo dominou brilhantemente as novas demandas, mas também os compositores entregaram-se a grandes e expressivos voos.
.
Marcos Lucas compôs Quatro Prelúdios nos quais a presença melódica abriga traços virtuosísticos, balanceando tradição e inovação. Pausas eventuais trazem “silêncios expressivos” e há homenagens a Toru Takemitsu, Bach e Webern.
Alexandre Schubert compôs Lúmen, peça na qual faz seu primeiro e bem sucedido uso de sons eletrônicos, sons esses que criam uma espécie de cenário, inspirado, para os sons do violoncelo. No dizer de Alexandre é como se “os sons representassem metaforicamente a luz que irradia de todos nós”.
.
Marcelo Carneiro compôs Três Canções para violoncelo solo. No dizer do compositor o termo canção é usado aqui com uma intenção: “fazer com que o violoncelo, instrumento cuja morfologia sonora me remete ao som das vozes humanas, seja explorado em um cantabile insólito. É uma voz expandida, não-fonêmica, por vezes estrondosa”. Marcelo também situa o ouvinte em outras passagens nas quais ele se refere sugestivamente à uma “melodia deslizante, inebriada”, e também a um lirismo duro, imagens que conduzem à uma fruição especial para o ouvinte.
.
Neder Nassaro compôs Caixa de Máquinas, peça na qual ele trabalha muitos efeitos que geram sonoridades fora do temperamento usual, microintervalos por exemplo. Neder utiliza “técnicas não convencionais que levam a novas leituras e percepções para o intérprete”, sendo essa uma “obra aberta”, no dizer do compositor.
.
J. Orlando Alves compôs Haicai I, que se inicia com uma melodia solo, cantabile, para adiante se tornar fragmentada, sobre o acompanhamento de um ostinato no grave. A peça tem como subtítulo – Adágio para as vítimas de uma pandemia -, e o compositor acrescenta: “É um lamento, num contexto lírico e fúnebre ao mesmo tempo”.
– Marisa Rezende (compositora) –
Disco ‘Hugo Pilger Interpreta Prelúdio 21’ • Selo Independente • 2025
Músicas / compositores
Marcos Lucas
Quatro Prelúdios para violoncelo solo. . . . . .10’52”
1. I. Paráfrase. . . . . . . 3’39”
2. II. A Toru Takemitsu. . . . . . . 1’53”
3. III. Dança. . . . . . . . . . . . . . . 2’53”
4. IV. Recitativo sobre B-A-C-H. . . . . . 2’27”
Alexandre Schubert
5. Lúmen
para violoncelo e sons eletrônicos. . . . . . . . . 8’45”
Marcelo Carneiro
Três Canções para violoncelo solo. . . . . . . . 8’25”
6. Canção 1. . . . . . . . . . . . . 2’02”
7. Canção 2. . . . . . . . . . . . . 4’29”
8. Canção 3. . . . . . . . . . . . . 1’54”
Neder Nassaro
9. Caixa de Máquinas
para violoncelo e sons eletrônicos. . . . . . .5’18”
J. Orlando Alves
10. Haicai I:
Adágio para as vítimas de uma pandemia,
para violoncelo solo. . . . . . . . . . . . . . . . 3’09”
– ficha técnica –
Hugo Pilger: violoncelo | Idealização: Hugo Pilger | Produtores fonográficos: Hugo Pilger, Marcos Lucas, Alexandre Schubert, Marcelo Carneiro, Neder Nassaro e J. Orlando Alves | Direção artística: Hugo Pilger | Produção executiva: Hugo Pilger e Maria de Fátima Nunes Pilger | Foto capa: Aloizio Jordão | Tradução para o inglês: Tom Moore | Projeto gráfico: Ana Paula Agostini | Gravado no Estúdio A Casa – Rio de Janeiro, em 25 de abril e 2 de maio de 2024 | Masterização: Estúdio Ômega – Niterói | Engenheiro de som: PC Victoriano || Violoncelo: atribuído a Johannes Gagliano – 1805 | Arco: Eric Grandchamp | Corda Lá: Larsen Magnacore Arioso | Corda Ré: Larsen Magnacore Arioso | Corda Sol: Spirocore Tungsten | Corda Dó: Spirocore Tungsten | Agradecimentos: Marisa Rezende; Tom Moore; Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO; Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ | Selo: Independente | Distribuição digital: Tratore | Formato: CD digital / físico | Ano: 2025 | Lançamento: 29 de março | ♪Ouça o álbum: clique aqui | ♪Youtube Hugo Pilger
Quatro Prelúdios
Os Quatro Prelúdios para violoncelo solo foram compostos entre julho-agosto de 2021 para o violoncelista Hugo Pilger e foram estreados na temporada 2021 do grupo Prelúdio 21. A obra tem caráter bastante variado e uma organização formal mais livre, como é característico desse gênero.
Prelúdio 1 – “Paráfrase”. Parte de um fragmento da cadência de meu concerto para violoncelo (Sortilégios), dedicado ao Hugo Pilger, o qual foi então desenvolvido para outras direções.
Prelúdio 2 – “A Toru Takemitsu”. É uma homenagem ao importante compositor japonês, de cuja música sou grande admirador. Apresenta materiais e ideias características de sua linguagem, como a escala pentatônica “In” (C-Db-F-G-Bb) e o emprego de silêncio expressivo, quase tangível entre eventos musicais (‘Ma’).
Prelúdio 3 – “Dança”. É um movimento mais alegre, dançante, cuja forma alterna um refrão com outras partes contrastantes. Apresenta passagens com cordas soltas características da música folk e pop.
Prelúdio 4 – “Recitativo sobre BACH”. Presta homenagem ao grande compositor alemão, através do uso do motivo BACH, aqui presentes na série de doze sons usada por Anton Webern em sua Cantata Op. 29.
Marcos Lucas
Lúmen
Lúmen, para violoncelo e sons eletrônicos, foi escrita em 2021, durante a pandemia de COVID-19, para o violoncelista Hugo Pilger, que fez a estreia em concerto virtual da série Prelúdio 21, no Centro Cultural Justiça Federal – CCJF. Com o fim da pandemia, a obra foi apresentada também em concerto presencial em 2023, no Teatro do CCJF. Foi minha primeira experiência em compor utilizando sons criados a partir do computador, que até então, me servia como um editor de partituras. Com a pandemia, o uso do computador e de tecnologias associadas à comunicação via internet se tornou importante ferramenta para se manter em contato com o mundo, já que o isolamento social era fundamental para a manutenção da saúde. Fiz diversas pesquisas em sítios dedicados a criação de música a partir de samplers e encontrei um banco de sons Ondes Musicales, criados a partir do instrumento eletrônico ondes martenot, desenvolvido pela empresa Spitifire Audio, na série LABs. Os sons eram fascinantes e comecei a trabalhar na peça, em uma nova perspectiva composicional, tomando como base uma linha de tempo dividida em segundos, ao invés da tradicional divisão em fórmulas de compassos. Minha ideia era criar uma textura eletrônica que dialogasse com o timbre do violoncelo, criando sons completares e contrastantes, em diversos níveis de densidade. A peça foi estruturada em um único movimento e o violoncelo apresenta uma linha sinuosa, com ênfase nas alturas C, Db, Bb, B, e com uma ampla palheta de possibilidades tímbricas, tais como uso de harmônicos, diferentes pontos de contato do arco com as cordas, col legno, pizzicati, acordes, tremolos e trinados. Além da perspectiva sonora, pensei também em uma perspectiva poética, em que os sons representassem metaforicamente a luz que irradia de todos nós.
Alexandre Schubert
Três Canções para violoncelo solo
Composta e dedicada ao violoncelista Hugo Pilger por ocasião de um concerto online do Prelúdio 21, a música consiste de três curtos movimentos em que são exploradas técnicas distintas tanto no campo da composição quanto no da técnica instrumental. O termo canção é usado aqui como uma intenção: fazer com que o violoncelo, instrumento cuja morfologia sonora me remete ao som das vozes humanas, seja explorado em um cantabile insólito. É uma voz expandida, não-fonêmica, e por vezes estrondosa. A primeira canção explora uma melodia construída com harmônicos sobre notas pedal; melodia deslizante, inebriada. A segunda foi construída a partir de uma série até certo ponto austera, energizando potências escondidas em um lirismo duro. A terceira canção foi criada a partir de uma relação dialética entre ruídos e notas, por vezes resultando em micro-granulações obtidas pela fricção leve e precisa do arco nas cordas; ela envolve elementos extraídos das outras duas canções em uma espécie de hibridização pontual e resumida. A ordem das três canções pode variar de acordo com o interesse do intérprete e da ocasião. Esta música não existiria sem os preciosos conselhos de Hugo Pilger que muito me ensinou sobre algumas das milhares de possibilidades deste instrumento que tanto me fascina.
Marcelo Carneiro
Caixa de Máquinas
A obra Caixa de Máquinas é um exercício de aproveitamento poético das potencialidades sonoras do violoncelo. Sua escrita experimental, imersa numa ambientação eletroacústica de sons gravados e sintetizados, privilegia gestos livres, texturas baseadas em fluxos, e o emprego de técnicas não-convencionais de execução. Em um universo de combinações (fusão, contraste, inter-relação e interferência), Caixa de Máquinas permite ao intérprete explorar suas capacidades criativas, gerando novas leituras e novas percepções a cada montagem.
Neder Nassaro
Haicai I
A peça Haicai I foi composta em 2020 e recebeu o subtítulo de Adágio para as vítimas de uma pandemia. Em março de 2020, a pandemia chegou no Brasil e causou o impacto profundo que todos vivenciaram. Como todos, fiquei chocado e abatido com o número crescente de vítimas, quando recebi a proposta, por parte do Hugo Pilger, da composição da peça para violoncelo solo. Então resolvi tentar retratar esse impacto na adaptação para violoncelo solo do 2º movimento da minha Sonatina para violoncelo e piano, que é basicamente um lamento. A linha melódica inicial se desenvolve por mais de 10 compassos até alcançar uma seção intermediária a duas vozes e expressa em tercinas. A 2ª parte da melodia é retomada no final da peça, logo após alguns compassos em fortíssimo. Enfim, a peça se desenvolve em um contexto lírico e fúnebre ao mesmo tempo.
J. Orlando Alves
Prelúdio 21
Em 1998, quando oito jovens compositores, ainda estudantes da graduação (Sergio Roberto de Oliveira, Neder Nassaro, Marcio Conrad, Daniel Quaranta, J. Orlando Alves, Luiz Eduardo Castelões, Daniel Rousseau e Marcos Milagres), se reuniram para organizar dois concertos com as interpretações e estreias de peças autorais, não tinham ideia que estariam dando o primeiro passo para a criação de um grupo que se tornaria um dos mais conhecidos na música de concerto brasileira contemporânea. Estes concertos, com o nome de “Novos Compositores” foram realizados nos dias 4 de novembro e 1 de dezembro de 1998 na Sala Villa-Lobos da Universidade Federal do Estado do
Rio de Janeiro – UNIRIO, instituição que apoiou o nascimento e deu suporte às atividades iniciais do grupo. Desde sua origem, o Prelúdio 21 descartou a ideia da interação dos integrantes em prol de uma única corrente estética. Assim, o grupo se caracterizou pela proposta de apresentar um mosaico dos diferentes estilos de seus membros, demonstrando uma pluralidade de recursos criativos, procedimentos composicionais, poéticas e estilos. Os integrantes também atuam como produtores Programando concertos, gerenciando as datas da temporada, intermediando as necessidades dos intérpretes, enviando os releases para elaboração dos programas, cuidando da divulgação dos concertos por meio das redes sociais em parceria com a assessoria de imprensa, dentre outras tarefas. Atualmente o Prelúdio 21 é integrado por Alexandre Schubert, J. Orlando Alves, Marcos Lucas, Marcelo Carneiro e Neder Nassaro.
Hugo Pilger
Doutor em Música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, Hugo Pilger (Porto Alegre-RS, 1969) iniciou seus estudos de violoncelo na Fundarte (Fundação de Artes de Montenegro-RS) com Milton Bock. Em 1987, passou a estudar no Rio de Janeiro com Marcio Malard, e em 1994, na classe do professor Alceu Reis, formando-se com nota máxima no curso de Bacharelado em Instrumento – Violoncelo da UNIRIO, instituição na qual concluiu seu Mestrado em Música em 2012 e Doutorado em Música em 2015. Compositores como Ernst Mahle, Ricardo Tacuchian, Ernani Aguiar, Maurício Carrilho, Wagner Tiso, Marcos Lucas, Leandro Braga, Marcelo Carneiro, Nivaldo Ornelas, J. Orlando Alves, Francis Hime, Alexandre Schubert, dentre outros, dedicaram-lhe importantes obras. Como solista e camerista realizou turnês em diversos países da Europa, América do Sul e do Norte. Em 2006, Hugo Pilger fez a estreia no Brasil da importante obra para violoncelo e orquestra Tout un Monde Lointain do compositor francês Henri Dutilleux e, em 2009, a estreia sul-americana do concerto para violoncelo e orquestra Pro et Contra, do compositor estoniano Arvo Pärt. Em sua discografia destacam-se os álbuns Presença de Villa-Lobos na Música Brasileira para violoncelo e piano, vol. I e vol. II com a pianista Lúcia Barrenechea, Ernst Mahle, a integral para violoncelo e piano com o pianista Guilherme Sauerbronn, Claudio Santoro: a obra integral para violoncelo e piano com o pianista Ney Fialkow e Hugo Pilger interpreta Ernani Aguiar, com os quais tem obtido excelentes críticas e premiações. Hugo Pilger é autor do livro Heitor Villa-Lobos, o violoncelo e seu idiomatismo, professor de violoncelo da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, membro do Trio Porto Alegre e primeiro violoncelo da Orquestra Petrobras Sinfônica. Recebeu o Prêmio Profissionais da Música 2018 na categoria Instrumentista Erudito e indicações ao Grammy Latino de 2012 (Quartetos de cordas – Prelúdio 21) e de 2021 (Claudio Santoro: a obra integral para violoncelo e piano). Gravou dezenas de programas para televisão em séries dedicadas aos quartetos de cordas e obras para violoncelo e piano de Heitor Villa-Lobos e seus pares.
.
“Ouvi cuidadosamente sua interpretação e a descobri cheia de qualidades.”
— Henri Dutilleux (Paris) —
“Uma técnica impecável, um virtuosismo total no instrumento e com uma sonoridade assombrosa! Uma interpretação de tirar o fôlego!”
— Álvaro Gallegos M. (Santiago do Chile) —
“Pilger extrai uma sonoridade sedosa e íntima do violoncelo e, com um fraseado perfeito, se entrega a um desenho lírico da melodia.”
— Jorge Coli (Revista Concerto – São Paulo-SP) —
Marcos Lucas (1964)
Marcos Lucas é natural do Rio de Janeiro – Brasil. Realizou o Bacharelado em Composição e Licenciatura em Música na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, Mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e Doutorado em Composição Musical pela University of Manchester (Inglaterra). Suas obras têm sido apresentadas regularmente no Brasil – incluindo as Bienais de Música Brasileira Contemporânea da FUNARTE – e no exterior. Possui inúmeros prêmios importantes de composição, incluindo o Franz Liszt Composition Competition (Itália -2017). Dentre a sua vasta produção, que inclui obras para diversas formações, destacam-se três óperas. “Inferno Verde”, sobre o ambientalista Chico Mendes, que foi estreada pela orquestra London Sinfonietta no Queen Elisabeth Hall (Southbank Centre – Londres, 2001), “O Pescador e Sua Alma” (2006), encomendada pelo Coro Calíope e Centro Cultural do Banco do Brasil e já teve mais de 30 récitas entre os CCBB´s de Brasília e Rio de Janeiro e uma montagem mais recente no teatro Santa Isabel, em Recife (2015). Sua terceira ópera, “Stefan and Lotte in Paradise”, estreou em setembro 2012 no Media City UK, complexo BBC, na Inglaterra. Tem escrito obras em colaboração com Hugo Pilger como o concerto para violoncelo Sortilégios (2013) e sua Sonata para violoncelo e piano “Figuras de 22” (2022). É professor titular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), onde dirigiu por 15 anos o Ensemble de Música Contemporânea GNU, responsável por inúmeras encomendas e estreias. É ainda membro do coletivo de compositores Prelúdio 21 que, desde 1998, divulga suas músicas em concertos e masterclasses no Brasil e exterior. Tem atuado como compositor/professor visitante em inúmeros festivais como: Virtuosi Século XXI (Recife, 2013), Salford University (Inglaterra, 2010/2012), Universidade de Évora (Portugal, 2012), Wesleyan University Illinois (EUA, 2017), Monclair State University (EUA, 2017), Manhattan School of Music (EUA, 2018). No Fall Semester de 2017 foi ainda compositor visitante na prestigiada Jacobs School of Music da Indiana University (EUA) com bolsa da Fulbright Foundation. Em 2025 será residente em Bellagio – Itália, com financiamento da Rockefeller Foundation.
*
Alexandre Schubert (1970)
Natural de Manhumirim, Minas Gerais, Brasil. Teve sua formação musical no Rio de Janeiro, onde fez o Bacharelado e Mestrado em Composição na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e o Doutorado em Composição na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Em seu catálogo de obras constam mais de 210 composições, para as mais diversas formações: música de câmara, solos, música vocal, música cênica, música sinfônica, coral, etc., com obras executadas no Brasil e exterior por artistas, grupos e orquestras renomadas. Tem obras publicadas pela Academia Brasileira de Música – ABM e pela Bella Musica Edition (Alemanha). Detentor de 18 prêmios de composição em concursos nacionais e internacionais para diversas formações instrumentais e vocais, incluindo os primeiros lugares no Concurso de Composição para Percussão – PAS Brazil Chapter; no Concurso Nacional de Composição Lindembergue Cardoso; no Concurso FUNARTE de Composição XIV Bienal de Música Brasileira Contemporânea, nas categorias quinteto e música cênica. Recebeu o Prêmio FUNARTE de Composição Erudita em 2010, 2014, 2016 e 2023 e em 2013, seu primeiro prêmio internacional: menção honrosa no Concurso Internacional de Composição Fernando Lopes-Graça, edição 2012/2013, em Portugal. Tem obras executadas em diversos países, como Espanha, Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Áustria, França, República Tcheca, Itália, Portugal, Polônia, Azerbaijão e Mongólia. Participou como compositor em 17 CDs e álbuns, tendo recebido indicação ao Grammy Latino pelo CD “Quartetos de cordas – Prelúdio 21”. É professor do Departamento de Composição da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, lecionando Harmonia, Análise Musical, Composição, Instrumentação e Orquestração e, atualmente, dirige o grupo Contempo-Música UFRJ, dedicado à música contemporânea.
*
Marcelo Carneiro (1971)
Nascido no Rio de Janeiro, estudou guitarra elétrica com Marcos Amorim e Aloysio Neves, violão com Dalmo C. Mota e Carlos Alberto de Carvalho, e composição com Guilherme Bauer e Rodolfo Caesar. A partir de 1997 passou a se dedicar integralmente à atividade de compositor e professor. É Mestre em Composição pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e Doutor em Música pelo Programa de Pós-Graduação em Música da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Conquistou alguns prêmios de composição no Brasil e no estrangeiro, bem como seleções para festivais nacionais e internacionais. Teve estreias no Brasil e no exterior, compôs para balé, vídeo, música de câmara, solo e eletroacústica. A partir de 2010 inicia suas atividades profissionais no Instituto Villa-Lobos, UNIRIO, tanto no campo pedagógico quanto pesquisa. Assume vários cargos administrativos, culminando na direção do Instituto a partir de 2021 (2021-2025). Também a partir de 2010 passa a integrar regularmente o Ensemble Jocy de Oliveira realizando a difusão sonora de suas óperas. Desde 2021 integra o grupo de compositores Prelúdio 21.
*
Neder Nassaro (1961)
Nasceu em Teresópolis (RJ), em 1961. Estudou composição com Guerra-Peixe, Dawid Korenchendler, Ricardo Tacuchian, Vânia Dantas Leite, Rodrigo Cicchelli Velloso e Elaine Thomazi-Freitas. Nassaro fez mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde desenvolveu pesquisa sobre a composição de música mista. Doutorou-se em música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, onde desenvolveu trabalho sobre a experimentação enquanto poética musical e suas notações. Obteve o primeiro lugar no “6º Concurso Nacional de Música IBEU 2002 – Composição” com a obra “Gestos Elípticos” para quarteto com piano. Participa do grupo de compositores Prelúdio 21 desde a sua criação em 1998, promovendo concertos de música contemporânea. Entre músicas de concerto (para instrumentos, vozes e música eletroacústica), música cênica, música e imagem, intervenção sonora para exposição, e trilha sonora para a Internet, Nassaro teve suas composições executadas nas Bienais de Música Brasileira Contemporânea, nos Panoramas da Música Brasileira Atual, entre outros.
*
J. Orlando Alves (1970)
J. Orlando Alves é natural de Lavras – MG (13 mar. 1970). Bacharel e Mestre em Composição Musical pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e Doutor em Música – Processos Criativos – pela UNICAMP (2005). Professor Titular de Composição Musical na Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Faz parte do grupo Prelúdio 21, desde sua criação. Premiado em 1º lugar no Primeiro Concurso FUNARTE de Composição. Recebeu Menção Honrosa no Concurso Nacional de Composição Camargo Guarnieri, promovido pela Orquestra Sinfônica da USP. Em 2014, foi premiado no Concurso FUNARTE de Composições Clássicas com a obra Concerto Grosso, estreada na Bienal da Música Brasileira em 2015. A versão 2019 do Concerto para Trompa e Orquestra foi selecionada para apresentação na XXIII Bienal da Música Brasileira. Publicou artigos em diversas revistas (Hoodie, OPUS, Debates, Claves) e em diversos
anais dos congressos da ANPPOM.
.
>> Siga: @hugopilger | @marcos_vieira_lucas | @alexandreschubert2 | @nedernassaro | @joseorlandoalves3
:: CD-DVD: ‘Presença de Villa-Lobos na Música Brasileira para Violoncelo e Piano – Vol. 1’
:: Álbum ‘Hugo Pilger interpreta Ernani Aguiar’ | Obras para violoncelo
:: Álbum ‘Presença de Villa-Lobos na música brasileira para violoncelo e piano – Vol. 2
:: Álbum ‘Ernst Mahle – A integral para violoncelo e piano’ | Hugo Pilger e Guilherme Sauerbronn
:: Álbum ‘Claudio Santoro: a obra integral para violoncelo e piano | Hugo Pilger e Ney Fialkow
———— Site Hugo Pilger
.
Bona Casa de Música recebe o espetáculo "Escafandristas cantam Buarque", com Alice Passos, Luísa Lacerda,…
“The Smile and the Flower Suite”, novo álbum do compositor e educador musical do Conservatório…
Os curiosos acontecimentos da vida de um homem de meia-idade, desde o final de sua…
O renomado saxofonista, compositor e produtor musical Beto Saroldi celebra mais um marco importante em…
Liniker, Anelis Assumpção, Pitty, Iara Rennó, Juliana Linhares e Cátia de França participam do álbum,…
São Paulo vai despertar ao soar de Notre Dame com espetáculo baseado no clássico literário…