Monólogo "Simplesmente eu, Clarice Lispector" - com Beth Goulart | foto: Fabian
Monólogo “Simplesmente eu, Clarice Lispector”, estrelado por Beth Goulart, estende temporada no Teatro I Love PRIO, no Rio de Janeiro, até 27 de abril, com sessões de quinta a domingo.
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Grande sucesso em seu retorno aos palcos, após 10 anos, Simplesmente eu, Clarice Lispector de Beth Goulart temporada estende no Teatro I Love PRIO até 27 de abril 2025. Com atuação, direção e adaptação de Beth Goulart e supervisão de direção de Amir Haddad, o espetáculo que comemora os 50 anos de carreira da atriz, ganha, em abril, mais um dia na semana, agora, com sessões de quinta a domingo (quinta a sábado às 20h e, domingo, às 19h). Ingressos aqui
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“Simplesmente eu, Clarice Lispector, que retorna aos palcos após 10 anos, é uma ode ao amor, quando vou de encontro ao viés mais presente e importante da obra da Clarice na busca por esse sentimento, o mais sublime do ser humano”, reflete Beth Goulart, premiada como “Melhor Atriz” com o “Shell 2009”, “APTR”, “Revista Contigo” e “Qualidade Brasil”, este último, que também premiou a montagem como “Melhor Espetáculo”, que passou dois anos debruçado na obra da autora, mergulhada em extensa pesquisa.
E foi a partir de uma identificação profunda com a obra de Clarice Lispector que Beth Goulart trouxe aos palcos o monólogo que conduz o público pelo universo da escritora, revelando facetas de sua personalidade e de seus personagens. “A arte é o vazio que a gente entendeu”, disse Clarice, e Beth busca, no teatro, refletindo essa profundidade, trazendo a escritora para o palco com voz, corpo e emoção.
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Extraído de depoimentos, entrevistas, correspondências e depoimentos de Lispector, assim como fragmentos de suas obras mais emblemáticas, como “Perto do Coração Selvagem”, “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres”, e os contos “Amor” e “Perdoando Deus”, que se construíram uma narrativa de “Simplesmente eu, Clarice Lispector”. Beth entrelaça a autora e as vozes de quatro personagens femininas, Joana, Lori, Ana e mulher sem nome, que representam diferentes momentos da vida e do pensamento de Clarice. A cenografia minimalista e a iluminação, meticulosamente projetada, criam um espaço onírico, onde o autor e seus personagens dialogam sobre amor, silêncio, solidão e o mistério da existência.
A montagem conta com um time de parceiros artísticos renomados. Amir Haddad assina a supervisão de direção, desafiando Beth a explorar ainda mais a comunicação com o público. A trilha sonora original de Alfredo Sertã, inspirada em compositores como Erik Satie, Arvo Pärt e Astor Piazzolla, guia a atmosfera sensorial da obra. A iluminação de Maneco Quinderé e a direção de movimento de Márcia Rubin, assim como a preparação vocal conduzida por Rose Gonçalves, acrescentam camadas de expressividade à encenação. O cenário, assinado por Ronald Teixeira e Leobruno Gama, evoca um vazio branco, que acolhe e transforma o espaço cênico com a luz e os movimentos da atriz. A estatueta de Beth Filipecki reforça a elegância e simplicidade de Clarice e seus personagens. Com visagismo de Westerley Dornellas e uma programação visual elaborada por Carol Vasconcellos.
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Na composição de “Simplesmente eu, Clarice Lispector“, a essência da literatura de uma das mais importantes escritoras do século XX, dona de uma obra que cruza fronteiras geográficas e de gênero, em direção ao entendimento do amor, de seu universo, suas dúvidas e contradições.
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“Simplesmente eu, Clarice Lispector” permanece por mais quatro semanas no Teatro I Love PRIO para emocionar o público carioca, e também, fomentar a leitura. Para isso, após cada apresentação, Beth Goulart realiza o sorteio de dois livros, um da obra de Clarice Lispector e outro de sua própria autoria.
SINOPSE
A peça é um diálogo entre Clarice Lispector e quatro de suas personagens, dialogando sobre a vida e morte, criação, Deus, cotidiano, palavra, silêncio, solidão, entrega, inspiração, aceitação e entendimento. O texto é extraído de depoimentos, entrevistas, correspondências de Clarice e trechos das obras: “Perto do Coração Selvagem”, “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres” e os contos “Amor” e “Perdoando Deus”.
FICHA TÉCNICA
Texto: Clarice Lispector | Adaptação, interpretação e direção: Beth Goulart | Supervisão de direção: Amir Haddad | Gênero: Espetáculo Poema | Iluminação: Maneco Quinderé | Operadora de luz: Diana Cruz | Trilha sonora original: Alfredo Sertã | Operador de som: Paulo Mendes | Figurino: Beth Filipecki | Camareira: Flávia Cotta | Cenografia: Ronald Teixeira e Leobruno Gama | Diretor de cena: Guaraci Ribeiro | Assessoria de imprensa: Silvana Cardoso / @passarim.comunicacao | Programação visual: Studio C Comunicação | Fotos: Fabian | Produção executiva: André Filippe Oliveira | Direção de produção: Pierina Morais | Realização: Self Produções Artísticas Ltda | Na rede: @bethgoulartoficial
SERVIÇO / TEMPORADA PRORROGADA!
Monólogo “Simplesmente eu, Clarice Lispector“, com Beth Goulart
Temporada: 14 de março a 27 de abril de 2025
Dias/horários: quintas, sextas e sábados 20h, domingos 19h
TEATRO I💙PRIO (no Jockey Club)
Endereço: Av. Bartolomeu Mitre, 1110B – Leblon – Rio de Janeiro/RJ
Ingressos: R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia)
Compre online: clique aqui.
Classificação: 12 anos
Duração: 60 minutos
Capacidade: 352
Mais informações: @teatroprio
Beth Goulart sobre sua relação com Clarice Lispector e as vidas da dramaturgia de “Simplesmente eu, Clarice Lispector”:
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Para o monólogo que atua e dirige, Beth Goulart passou dois anos mergulhada em uma extensa pesquisa. Com narrativa que se constrói a partir de trechos de entrevistas, depoimentos e correspondências. Segundo Beth, toda essa ligação se dá por uma única linha: o amor: “Clarice conversou sobre o amor materno, o relacionamento, o amor a Deus, à natureza, ao próximo. Escolhi esse viés para apresentá-la ao público.”
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Joana, uma mulher inquieta, que representa o impulso criativo selvagem e foi a primeira personagem de Clarice Lispector que Beth Goulart conheceu, no auge da adolescência, ao ler “Perto do Coração Selvagem”, romance de estreia da autora. Sua identificação foi concluída: “Eu descobri que não era compreendido. O que fazer com isso tudo dentro de mim, com esse processo criativo? Só Clarice me entendeu”, confessa a atriz .
Já Ana, do conto “Amor”, leva uma vida simples, dedicada ao marido e aos filhos e tem a rotina quebrada ao se impressionar com a magia do Jardim Botânico: “Ela representa a fase em que Clarice se dedicou totalmente ao marido e aos filhos”, destaca a diretora .
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Lóri, da obra “Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres” é uma professora primária que mora sozinha e se prepara para descobrir e se entregar ao amor.: “Toda a obra de Clarice é uma ode ao amor, o sentimento mais transformador do ser humano”, declara Beth.
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Há ainda outra mulher sem nome, que, no conto “Perdoando Deus”, se deixa mergulhar na liberdade enquanto passeia por Copacabana: “Essa personagem sem nome representa a ironia, a inteligência e o humor na obra de Clarice. Essas quatro mulheres representam algumas facetas da própria Clarice e foram escolhidas para apresentar ao público a obra de um dos maiores nomes da literatura brasileira”, sentencia Beth Goulart.
A atriz interpreta, além da escritora e seus personagens, fragmentos que confirmam em si mesma: “Usando as palavras dela, eu também estou falando de mim, eu me revelo através de minhas escolhas.”
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Na peça, Beth faz reflexões sobre temas como criação, vida e morte, Deus, cotidiano, solidão, arte, acessíveis e entendimento e trabalho pontos específicos da obra de Lispector, como o vazio, o silêncio e o instante já, “Aquele momento único, que é como um flash, um insight, em que tudo se esclarece”, explica a atriz .
Para a Beth, representar Clarice Lispector é realizar um antigo desejo: “Eu sempre acalentei essa vontade de um dia poder dar meu corpo, minha voz, minhas emoções para colocar lá viva em cena.”
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A caracterização foi feita de forma cuidadosa. Detalhes como a maquiagem ganharam tratamento especial de Beth Goulart, que optou por um caminho neutro para passear livremente pela pele das personagens e da autora: “O espetáculo todo é como se fosse uma grande folha em branco a ser escrito por esses personagens, pelos movimentos, pelas ações, pelos sentimentos, pela luz.”
Sobre Clarice Lispector:
Clarice Lispector – contos e crônicas
Clarice Lispector – fortuna crítica
Clarice Lispector – um mistério
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