Osesp e pianista brasileira Sonia Rubinsky dão início ao ciclo ‘o piano de Villa-Lobos’ nesta semana. Apresentações acontecem de quinta-feira (27/mar) a sábado (29/mar) na Sala São Paulo; programa traz também estreia mundial de encomenda feita pela Osesp a Esteban Benzecry, obra de Elodie Bouny com soprano Marly Montoni e as ‘Danças sinfônicas’ de Rachmaninov.
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Entre quinta-feira (27/mar) e sábado (29/mar), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo — Osesp se apresenta na Sala São Paulo tendo à frente o maestro brasileiro Roberto Minczuk. Também brasileira, a solista Sonia Rubinsky interpreta o Concerto nº 5 de Heitor Villa-Lobos. O programa conta também com composições de Esteban Benzecry – a estreia mundial de Kurupira – O guardião da natureza, obra encomendada pela Osesp –, Elodie Bouny – Meia lágrima, com a soprano Marly Montoni – e Sergei Rachmaninov com suas Danças sinfônicas.
O concerto de sexta-feira (28/mar), com início às 14h30, marca o retorno da série Osesp duas e trinta, que tem ingressos a preço único de R$ 42,00 (valor inteiro) e outras sete datas distribuídas ao longo do ano. Vale lembrar, também, que esta apresentação será transmitida ao vivo pelo canal oficial da Osesp no YouTube.

Sobre o programa
Kurupira – O guardião da natureza, do compositor luso-argentino Esteban Benzecry (1970-), integrou as encomendas feitas pela Osesp por ocasião de seu aniversário de 70 anos. Personagem que faz parte de mitologias de influência Tupi-Guarani, o Curupira, protetor das florestas, está presente em lendas da Amazônia brasileira, do nordeste da Argentina e do Paraguai.
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Entre os novos projetos da Osesp está o de gravar todos os concertos para piano de Heitor Villa-Lobos (1887-1959). A solista da empreitada será Sonia Rubinsky, artista reconhecida e premiada por seus álbuns dedicados a peças do compositor. O Concerto para piano nº 5 foi uma encomenda da pianista Felicja Blumental, que estreou a obra junto à Filarmônica de Londres em 1955.
Elodie Bouny (1982-) é violonista, compositora, produtora e professora. De origem francesa, viveu no Brasil por mais de uma década e possui fortes laços com o país. Em 2019, ela escreveu, para o Theatro Municipal de São Paulo, Meia lágrima, para soprano e orquestra. A peça será ouvida com Marly Montoni, cantora que a estreou junto ao regente convidado Roberto Minczuk.
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Em três movimentos, as Danças sinfônicas de Sergei Rachmaninov (1873-1943) recuperam motivos populares de sua Rússia natal e são a última grande obra orquestral do autor. Elas foram escritas durante o verão de 1940, imaginadas a princípio para serem coreografadas por Michel Fokine como um tríptico “Meio-dia”, “Crepúsculo” e “Meia-noite”. Contudo, a morte do amigo, em 22 de agosto, malogrou a ideia. Com a versão para dois pianos pronta e decidido a orquestrar as Danças fantásticas (assim eram chamadas na carta), Rachmaninov escreveu para o maestro Eugene Ormandy oferecendo-as para que fossem estreadas pela lendária Orquestra da Filadélfia, fato que ocorreu em 3 de janeiro de 1941.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp
Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Roberto Minczuk regente
Desde 2017, Roberto Minczuk é maestro e diretor musical da Filarmônica do Novo México nos Estados Unidos e regente titular da Sinfônica Municipal de São Paulo, além de regente emérito da Filarmônica de Calgary, no Canadá, e da Sinfônica Brasileira (da qual foi titular de 2005 a 2015). Já regeu importantes orquestras em todo o mundo, incluindo as Filarmônicas de Nova York, Los Angeles, Israel e Londres, as Sinfônicas de Londres e San Francisco, as orquestras da Filadélfia e de Cleveland. Formou-se em trompa pela Juilliard School of Music, em Nova York, e aos 17 anos fez sua estreia como solista no Carnegie Hall. Aos 20, tornou-se membro da Orquestra do Gewandhaus de Leipzig. Tornou-se regente associado da Filarmônica de Nova York em 1998, sendo o primeiro a ocupar esse cargo após Leonard Bernstein. Foi diretor artístico do Festival de Inverno de Campos do Jordão, diretor artístico adjunto da Osesp e do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e regente titular da Sinfônica de Ribeirão Preto. Venceu o Grammy Latino e foi indicado ao Grammy com o álbum Jobim sinfônico.

Sonia Rubinsky piano
Nascida no Brasil, filha de mãe polonesa e pai lituano, Rubinsky é vencedora do Grammy Latino, indicada ao Prêmio ICMA, ganhadora do Prêmio William Petschek da Juilliard School e do International Artists em Nova York. Aos 16 anos, tocou no filme Arthur Rubinstein in Jerusalem. Incentivada por esse pianista, obteve o doutorado na Juilliard School. Apresentou-se em prestigiadas salas de concerto, como Carnegie Hall, Alice Tully Hall, Bargemusic, Merkin Concert Hall e The Miller Theater em Nova York, Hertz Hall em Berkeley, Maison de la Radio em Paris, Sala São Paulo e Theatro Municipal de São Paulo, Recanati Hall em Israel, Cadogan Hall em Londres e AGA-Zaal nos Países Baixos. Entre suas muitas gravações premiadas, destacam-se obras de Bach, Debussy, Messiaen, Scarlatti, Mozart, Almeida Prado, Jorge Liderman, Gabriela Lena Frank, Mendelssohn e Rachmaninov, além da gravação integral da obra para piano de Villa-Lobos. Desde 2011, Sonia Rubinsky ocupa o cargo de artista residente no Aldwell Center e no Jerusalem Music Center.

Marly Montoni soprano
Desde sua estreia no Theatro Municipal de São Paulo, em 2017, a soprano tem participado regularmente das temporadas da casa, atuando como solista em obras de compositores como Beethoven, Verdi, Puccini, Stravinsky, John Adams e Andrew Lloyd Weber. Também se apresentou no Palácio das Artes (BH) e integrou o elenco estável do Theatro São Pedro, onde interpretou papéis de destaque em diversas óperas. Realizou performances com as Sinfônicas de Campinas e da Bahia e participou do Festival de Ópera do Theatro da Paz, em Belém. Tem trabalhado sob direção musical de Roberto Minczuk, Silvio Viegas, Luiz Fernando Malheiro, André dos Santos, Ligia Amadio, Abel Rocha, Gabriel Rhein-Schirato, Fábio Mechetti e Carlos Prazeres, e sob direção cênica de Juliana Santos, Bia Lessa, Caetano Vilela, William Pereira, André Heller-Lopes e Cleber Papa. Montoni fez sua estreia internacional em Nicósia, Chipre, pela Pharos Artist Foundation em novembro de 2022 e, em 2023, apresentou-se com a Sinfônica Nacional del Sodre, em Montevidéu, Uruguai.

PROGRAMA
ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO – OSESP
ROBERTO MINCZUK regente
SONIA RUBINSKY piano
MARLY MONTONI soprano
Esteban BENZECRY | Kurupira – O guardião da natureza [Encomenda Osesp | Estreia mundial]
Heitor VILLA-LOBOS | Concerto para piano nº 5}
Elodie BOUNY | Meia lágrima [sobre poema de Conceição Evaristo]
Sergei RACHMANINOV | Danças sinfônicas, Op. 45
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SERVIÇO
27 de março, quinta-feira, 20h
28 de março, sexta-feira, 14h30 [Osesp duas e trinta] — Concerto Digital
29 de março, sábado, 16h30
Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Luz, São Paulo, SP
Taxa de ocupação limite: 1.484 lugares
Recomendação etária: 07 anos
Ingressos: De R$ 42,00 a R$ 295,00 (valores inteiros)
Bilheteria (INTI): osesp.byinti.com
(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 (noturno e sábado a tarde)| 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.
Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.
A Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.
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A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.
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