Bruno Rafael Paiva - Professor não recebia salário há dois meses e meio.
Professor de artes da Escola Estadual Balbina Viana Arrais, em Brejo Santo, cidade do Sul cearense, Bruno Rafael Paiva foi surpreendido pela manifestação de solidariedade de seus alunos do Ensino Médio. Um gesto que ele vai levar para a vida toda.
Vai fazer dois meses e meio que Bruno, que é formado em música, não recebia o primeiro salário na Escola Estadual de Educação Profissional Balbina Viana Arrais.
Ser professor, ao contrário do que muita gente pensa, não é uma vocação, mas uma profissão como todas as outras. Nem por isso os professores são remunerados adequadamente e, quando são, recebem o contracheque com meses de atraso, enquanto as contas não param de chegar.
“Esse mês quando vi que não ia receber depois de um mês e meio de trabalho, vi tudo ficar preto, afundei na depressão preocupado e perdido sem saber como ia pagar as contas e ajudar minha família que está de mudança e com muitas barreiras da vida”, desabafou Bruno em seu perfil no Facebook.
Sabendo da situação financeira do professor e da dificuldade para continuar na escola, uma turma de alunos resolveu ajudá-lo – afinal, quando o Estado é ausente, os professores e alunos tem apenas uns aos outros.
Bruno não é de Brejo Santo, estava dormindo em um local emprestado. Sem contar nada, os estudantes compraram uma cesta de chocolate e fizeram uma rifa. Os estudantes correram que “nem doidos pra poder vender todas na escola e arrecadar 400 reais para me ajudar”.
No dia da surpresa, os alunos fizeram uma espécie de gincana com o professor. Em duplas, eles escreverem numa folha de caderno pedidos de desculpas para Bruno, por serem bagunceiros, muitas vezes, e coisas assim. Bruno andou a sala toda para ler os pedidos e em voz alta.
Assista aqui o vídeo:
Confira o texto de Bruno Rafael Paiva que acompanha o vídeo em sua página:
“Não sou de postar emoções pessoais. Mas essa foi muito forte e decidi dividir com amigos.
Hoje quando entrei na sala do 1° #Edificações, a sala que mais dou aula e a mais danada kkkk, tive uma surpresa que realmente não estava preparado.
Vai fazer dois meses e meio que dou aula e ainda não recebi nem mesmo o primeiro salário. Vida de professor não é fácil. O estado faz você trabalhar muito pra receber tudo de uma vez e você precisa segurar as pontas sozinho. Esse mês quando vi que não ia receber depois de um mês e meio de trabalho, vi tudo ficar preto, afundei na depressão preocupado e perdido sem saber como ia pagar as contas e ajudar minha família que está de mudança e com muitas das barreiras da vida. Esses alunos ficaram sabendo da minha situação financeira, minha dificuldade pra continuar na escola e por estar até dormindo em local emprestado já que não sou da cidade de Brejo santo, e sem me contar nada, correram atrás de comprar uma cesta da cacau show, fazer uma Rifa, correr que nem doidos pra poder vender todas na escola e arrecadar 400 reais para me ajudar.
Tenho muitas salas que amei de coração ser professor, mas nunca nenhuma sala demonstrou tamanho amor, ajuda e carinho por meu trabalho de professor como o 1° #Edificações fez hoje. São alunos como eles, que me fazem ainda acreditar na Educação do país, acreditar no amor ao próximo, na compaixão de se colocar no lugar do próximo, e acreditar principalmente, no respeito e amor do aluno para com o #Professor de sua escola.
MUITO OBRIGADO 1° EDIFICAÇÕES!!!
VOCÊS SÃO O FUTURO QUE EU QUERO SEMPRE ACREDITAR ? ? ❤️ ❤️ ❤️ ❤️ ❤️
PS: Se pudesse compartilhava esse vídeo pra todo Brasil ver que existem sim muitos alunos que respeitam, amam e são gratos ao professor que tem na sua escola. Quem quiser pode compartilhar ^ ^
PS 2: Desculpem a cara de chorão parecendo uma criança de 8 anos. kkkkkkkkk”
Apesar de louvável a atitude da turma da Escola Estadual Balbina Viana Arrais é um retrato trágico da desvalorização da educação no Brasil.
Fontes: Perfil Bruno Rafael Paiva (facebook)| Site Razões para acreditar.
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